*Teste Aposentadoria
Teste_Aposentadoria
Ministro Marco Aurélio
Sessão: 1º de julho de 2021
“Por sua vez, ao longo dos 31 anos que honrosamente ocupou assento neste Supremo Tribunal Federal, o Ministro homenageado demonstrou ciência e consciência constitucionais, uma vez que devotou sua vida à tarefa sublime e edificante de servir aos seus semelhantes, com leveza e humanidade, sem, contudo, perder a coragem e o espírito público. Leveza e humanidade porque – como o homenageado gosta de expressamente enunciar – “não julga papéis; julga destinos”. Portanto, a sua atuação na magistratura bem retrata que uma formação jurídica humanista, com atenção especial às situações de vulnerabilidade social, não leva o julgador a se mover por paixões, e sim pela razão.”
Manifestação do Excelentíssimo Senhor Ministro Luiz Fux, p. 64.
Ministro Celso de Mello
Sessão: 7 de outubro de 2020
“O Ministro Celso de Mello é inspiração pessoal e referência profissional para todos os que ocupam uma cadeira na Suprema Corte brasileira. Sua altivez e cordialidade tornaram-no uma inegável referência interna, uma liderança natural. É ele quem nos socorre nas questões sensíveis, com lições sábias e conselhos acolhedores. É ele quem toma a frente para preservar e defender o Tribunal, com discrição e autocontenção, mas coragem heroica, nos momentos delicados.”
Manifestação do Excelentíssimo Senhor Ministro Luiz Fux, p. 64.
Ministro Cezar Peluso
Sessão: 9 de novembro de 2016
“A presença luminosa do Ministro CEZAR PELUSO, no Supremo Tribunal Federal, traduz, com notável força e com expressiva significação, o reconhecimento de uma trajetória pessoal e profissional irrepreensível e brilhante denotativa da figura de um grande Juiz, que exerceu a magistratura com o talento e a dedicação daqueles que, na prática do poder, notabilizam-se em servir a causa pública com lealdade (…)”
Discurso do Senhor Ministro Celso de Mello, p. 9.
Ministro Ayres Britto
Sessão: 14 de novembro de 2012
“É justo, portanto, Senhores Ministros, que proclamemos a honra e o privilégio – que nos foram dados – de atuar, no Supremo Tribunal Federal, ao lado do eminente Ministro AYRES BRITTO, enriquecendo-nos com a valiosa experiência e com o talento inegável de Sua Excelência, a quem apresento, neste instante, em meu nome e no dos Juízes que compõem esta Suprema Corte, os votos mais afetuosos de muita felicidade na nova etapa de sua vida.”
Discurso do Senhor Ministro Celso de Mello, p. 7.
Ministro Eros Grau
Sessão: 25 de agosto de 2011
“Louvo sobretudo o amigo leal, de temperamento suave e aguda inteligência, cuja inata bonomia cuidou de conduzir, inapelavelmente, à trilha grandiosa do perdão, de maneira a seguir trançando laços, numa inconclusa jornada de infinito querer bem.”
Discurso do Senhor Ministro Gilmar Mendes, p. 12.
Ministra Ellen Gracie
Sessão: 10 de agosto de 2011
“A Ministra Ellen deixa entre nós, mais do que sensação, a certeza de que poderia permanecer um pouco mais conosco, ensinando-nos preciosas lições de convivência e de interpretação contemporânea do Direito.”
Discurso do Senhor Ministro Ayres Britto, p. 10.
Ministro Sepúlveda Pertence
Sessão: 2 de outubro de 2008
“Um povo faz-se com todos os cidadãos. Mas uma pátria constrói-se a partir dos que, líderes, sabem ser bondosos sem ser fracos, ser éticos sem ser distantes, ser firmes sem ser autoritários. O Ministro Pertence é um dos que ajudam a arquitetura jurídica de um Brasil democrático.”
Discurso da Senhora Ministra Cármen Lúcia, p. 15.
Ministro Nelson Jobim
Sessão: 27 de setembro de 2007
“Tornar real o que ainda se põe apenas como sonho depende de nós, do que cada um cumpra para ser parte do outro e estar com o outro numa fase da experiência da espécie humana cada vez mais perigosamente desumana. Nelson Jobim tem feito, inegavelmente, a sua grande parte.”
Discurso do Senhora Ministra Cármen Lúcia, p.
Ministro Carlos Velloso
Sessão: 28 de junho de 2007
“Carlos Velloso foi, antes de tudo, um humanista. Um humanista que, embora preocupado com as angústias e os sofrimentos de seu povo, jamais se olvidou da pessoal humana, do indivíduo por detrás da massa anônima, sobretudo daquele a quem, quase sempre, se nega o acesso aos mais elementares bens da vida.”
Discurso do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, p. 9.
Ministro Maurício Corrêa
Sessão: 16 de junho de 2005
“Reconhecido como liderança nacional da magistratura, ele inscreveu seu nome entre aqueles a quem a nacionalidade identifica como paladino destemido das causas que considera justas, indiferente às eventuais críticas e às incompreensões momentâneas.”
Discurso da Senhora Ministra Ellen Gracie, p. 10.
Ministro Ilmar Galvão
Sessão: 11 de março de 2004
“De fato, por onde andou, Sua Excelência deixou pegadas firmes, tal a notória colaboração que deu à causa pública brasileira, a tantos tendo ajudado, indistintamente, dada a disposição de bem servir, de ajudar, ele mesmo que tão de perto conheceu as vicissitudes da vida, as adversidades cotidianas, mormente aos que não nasceram em berços dourados.”
Discurso do Senhor Ministro Marco Aurélio, p. 16.
Ministro Sydney Sanches
Sessão: 12 de fevereiro de 2004
“Sua vocação genuína, cedo manifestada, sua absoluta correção no exercício de suas funções e a independência e serenidade de que nunca se apartou para encaminhar a solução dos litígios, no sentido da prevalência do bem comum e do restabelecimento da paz social, fazem-no merecedor de todas as loas.”
Discurso da Senhora Ministra Ellen Gracie, p. 15.
Ministro Moreira Alves
Sessão: 16 de outubro de 2003
“Para sua legião de alunos, Moreira Alves é muito mais do que o Professor, o intelectual invulgar ou o Magistrado criativo e corajoso. Na verdade, para todos nós, acredito, Moreira Alves é um símbolo de seriedade e competência acadêmica e de extremada honestidade intelectual, e, certamente, a personificação mais vívida da inabalável crença na força do Direito.”
Discurso do Senhor Ministro Gilmar Mendes, p. 20.
Ministro Néri da Silveira
Sessão: 29 de maio de 2002
“Mas desde quando se tentou, por exemplo, fazer com que ele pudesse entrar em algum local na nossa frente, não havia jeito. Agarrava o braço, apertava e não havia jeito. Eu mesmo, com meu estilo informal e usando como código de passagem a circunstância de ex-aluno, tentei por várias vezes fazer com que caísse a barreira do formal, que, na verdade, era exclusivamente nominal, linguística. Não era estrutural.”
Discurso do Senhor Ministro Nelson Jobim, p. 14.
Ministro Octavio Gallotti
Sessão: 15 de março de 2001
“Sua modéstia não tem a dissimulação dos vaidosos que amam ostentar-lhe as aparências; sua cordialidade constante não tem afetação; sem se dar à intimidade fácil, sabe, como poucos, dar o carinho adequado ao colega e ao amigo na hora difícil; o finíssimo bom humor rarissimamente é posto à margem para o momento, sempre passageiro, da indignação necessária; a compreensão para com as diferenças do outro – de temperamento, de ideias ou de crenças – tempera-lhe o diálogo com a suavidade dos sábios.”
Discurso do Senhor Ministro Sepúlveda Pertence, p. 14.
Ministro Paulo Brossard
Sessão: 9 de maio de 1996
“Deixou significativa e brilhante contribuição na formação da jurisprudência da Corte e para os seus repositórios, em votos memoráveis que servirão sempre de fonte preciosa no estudo dos temas versados, com cuidado científico.”
Discurso do Senhor Ministro Néri da Silveira, p. 24/25.
Ministro Célio Borja
Sessão: 24 de junho de 1992
“(…) embora aí resida a memória de mais de cinquenta anos (ricos de esforços e de resultado), não é este ainda o fecho da biografia do estadista, pois o Ministro Célio Borja prossegue, em sua radiosa vida pública, «ao deixar a sombra da judicatura para expor-se ao sol abrasador da política», utilizadas as suas próprias palavras, ao despedir-se, neste recinto, do eminente Ministro Oscar Corrêa.”
Discurso do Senhor Ministro Octavio Gallotti, p. 15.
Ministro Aldir Passarinho
Sessão: 20 de novembro de 1991
“Pois Aldir Passarinho é um homem bom. Por isso, os seus atos, as suas atitudes, quer como homem, quer como juiz, sempre tiveram o toque da bondade. Uns são bons passivamente, ficam no seu canto, e o mundo vai por si mesmo; outros, entretanto, vão além, tornam atuante a bondade que têm no coração e procuram fazer o bem, ajudar ao seu semelhante. Assim é com Aldir Passarinho, e as pessoas que com ele convivem – porque a bondade não se apregoa – têm certeza disso.”
Discurso do Senhor Ministro Carlos Velloso, p. 16.
Ministro Carlos Madeira
Sessão: 27 de junho de 1990
“A posse de uma vida digna, a admiração dos seus pares, a sensibilidade poética do artista, a reveladora essência do homem integral, o respeito de todos os seus jurisdicionados, a cordialidade e a amabilidade no convívio ameno com que nos distinguia a todos, a integridade moral em cada passo de sua vida pessoal e profissional e a probidade de sua erudita criação intelectual – eis aí, Senhores Ministros, as virtudes de um verdadeiro Magistrado e de um homem exemplar que honrou a Suprema Corte a que pertenceu e foi fiel, no desempenho do seu cargo judiciário, às mais caras tradições desta Augusta Casa.”
Discurso Senhor Ministro Celso de Mello, p. 18.
Ministro Rafael Mayer
Sessão: 19 de abril de 1989
“Do Ministro Rafael Mayer não se pode dizer que teve medo "de ser"; que temeu a crítica; que silenciou a franqueza; que não ousou viver segundo as metas traçadas e desejadas; ou vacilou no momento de realizá-las. Figura desse porte, S. Exa. continuará a exercer a fascinação do exemplo em que se constitui: uma lição de perene e vigorosa luta pela Justiça e pelo Direito.”
Discurso do Senhor Ministro Aldir Passarinho, p. 20.
Ministro Djaci Falcão
Sessão: 8 de março de 1989
“Há de resplandecer, como em todos os passos da trajetória de Djaci Falcão, a dignidade, ela que foi sempre seu maior emblema. Nos que na Casa permanecemos, a lembrança de sua palavra firme, serena e autorizada irá representar, para nossas instituições e nossa gente, nestas horas difíceis e nos melhores dias que nos reserva o futuro, garantia segura de boa justiça. Que Deus o guarde, à beira do Atlântico, junto aos que lhe são caros. E, no isolamento espartano do planalto, guarde esta Casa que ainda é sua.”
Discurso do Senhor Ministro Francisco Rezek, p. 18.
Ministro Oscar Corrêa
Sessão: 1º de março de 1989
“Esse homem de fortes contrastes, essa personalidade vigorosa acrisolada na espera paciente da sua hora, ao deixar a sombra da judicatura para expor-se ao sol abrasador da política, surpreendeu a nossa desavisada e desinformada opinião pública, quando esta sentiu-lhe a força das convicções e do comando, a clara inteligência dos reclamos nacionais e a determinação de atendê-los logo.”
Discurso do Senhor Ministro Célio Borja, p. 20.
Ministro Cordeiro Guerra
Sessão: 30 de abril de 1986
“E lembro ainda Cordeiro Guerra e Dona Stella a partirem felizes para o Rio de Janeiro tão amado, para os filhos Luíza Amália, João Dodsworth e Adalberto, para os nove netos, para os amigos, enfim. Para o repouso do Guerreiro, que até no nome s’encerra, se quer a paz do Cordeiro, tem a coragem da Guerra!”
Discurso do Senhor Ministro Sydney Sanches, p. 28.
Ministro Decio Miranda
Sessão: 9 de outubro de 1985
“Austero e sóbrio, mas de fácil acesso para partes e advogados, sem discriminação de sorte alguma; fidalgo e solidário no trato; probo, independente e operoso, o Ministro Decio Meirelles de Miranda encarnou as virtudes da melhor tradição deste Tribunal, onde deixa as saudades do convívio diário de um amigo dileto e dos ensinamentos constantes do juiz e do jurista.”
Discurso do Senhor Ministro Octavio Gallotti, p. 23.
Ministro Soares Muñoz
Sessão: 12 de dezembro de 1984
“Visível se faz, em sua abundante e diversificada produção jurisprudencial, a preocupação com o humano, notadamente, quando lhe cumpria julgar o homem nas suas fraquezas e quedas. Em sua linha de ação, no particular, é possível identificar que nunca lhe esteve ausente ao espírito de magistrado ser somente pela misericórdia que se pode completar a justiça, porque é por ela, apenas, que se dá aos homens da lei responder à objurgação evangélica: «ai de vós, doutores da lei, porque onerais os homens com ônus que não podem suportar.” (Lc 11,46)
Discurso do Senhor Ministro Néri da Silveira, p. 17.
Ministro Alfredo Buzaid
Sessão: 3 de outubro de 1984
“Relendo essas palavras, ressoa em meus ouvidos o timbre inconfundível de sua voz, nesse fenômeno de evocação auditiva que só os estilos marcantes são capazes de produzir. Não tenho dúvida de que, ao afastar-se desta Corte por força do texto constitucional inexorável, sentiu dentro de si a verdade cruel do que dissera, muitos anos antes, sobre a jubilação: «Só por caprichosa ironia de uma antífrase é que esta palavra pode significar, a um tempo, alegria e tristeza, recompensa e castigo, esperança e decepção. Em uma síntese: jubilação sem júbilo». Sem júbilo para ele, e sem júbilo para nós que perdemos o encanto de sua convivência.”
Discurso do Senhor Ministro Moreira Alves, p. 21.
Ministro Xavier de Albuquerque
Sessão: 11 de maio de 1983
“A judicatura de Xavier de Albuquerque não queima incenso no altar da erudição altaneira, nem de outras divindades menores. Cultua, antes, o bom senso, misto ponderado da razão pura com a ética, o equilíbrio, a noção utilitária e social da ordem jurídica.”
Discurso do Senhor Francisco Rezek, p. 19.
Ministro Clóvis Ramalhete
Sessão: 10 de março de 1982
“Despindo, por força de imposição constitucional, a toga que tanto amou, como que, nesse documento, participa de um instante mágico. A serenidade sem sobressaltos de seus votos, a reflexão sob as mais diversas luzes e cambiantes ângulos, sempre lhe permitiram chegar suavemente as suas conclusões. Como chega tranquila ao pouso costumeiro de uma ave marinha de asas abertas.”
Discurso do Senhor Decio Miranda, p. 16.
Ministro Cunha Peixoto
Sessão: 16 de dezembro de 1981
“Parte um trabalhador lúcido e infatigável, consciente de que «o trabalho é um bem do homem». Por tudo isso, resta-nos o conforto de que ornado pelo saber, enriquecido pela experiência, enfim, imbuído de alevantados propósitos, o estimado MINISTRO CUNHA PEIXOTO continuará emprestando a sua alta contribuição à ciência do Direito e à grandeza da vida jurídica.”
Discurso do Senhor Ministro Djaci Falção, p. 18.
Ministro Leitão de Abreu
Sessão: 30 de setembro de 1981
“Pelo que trouxe, de uma cultura sólida e de um pensamento jurídico consistente; pelo que deixou, de trabalho impregnado de seriedade, dedicação e objetividade; pelo que nela admirou, do austero empenho de verdade e de justiça, podemos dizer, aos termos da sua carta, que, ao sair desta Casa, não se desfaz o registro de sua presença.”
Discurso do Senhor Ministro Rafael Mayer, p. 22/23.
Ministro Antonio Neder
Sessão: 24 de junho de 1981
“Magistrado exato e esclarecido, preciso de julgar, primoroso no deslinde das dificuldades técnicas processuais, que dominava como poucos, nem por isso se desinteressada pelo bem comum. Sempre participou da vida pública nacional, de modo discreto, mas eficiente. Seu conselho era sempre ouvido com atenção e seguido por quem tinha o poder de decidir.”
Discurso do Senhor Ministro Cordeiro Guerra, p. 14.
Ministro Thompson Flores
Sessão: 11 de março de 1981
“Mas o alto conceito do Ministro Thompson Flores não deflui, unicamente, de sua capacidade de trabalho e do seu amor à justiça, dos seus dotes de inteligência e cultura, da seriedade, isenção e pontualidade com que exerceu a magistratura; outras virtudes e qualidades ornam-lhe também a personalidade, singularizando-o como ser humano admirável.”
Discurso do Senhor Ministro Soares Muñoz, p. 21.
Ministro Oswaldo Trigueiro
Sessão: 19 de fevereiro de 1975
“A fidalguia do cavalheiro, a lealdade do amigo, a cortesia do colega completam essa figura humana invulgar, que, na beleza moral de sua vida bem vivida, encontrou complemento na graça e na gentileza da companheira dedicada, a D. Cinira, que a sociedade de Brasília tanto admira e ama.”
Discurso do Senhor Ministro Aliomar Baleeiro, p. 18.
Exoneração a pedido
Discursos proferidos em solenidades de homenagens por motivo de exoneração a pedido:
Ministro Francisco Rezek
Sessão: 20 de junho de 1990
“Esse espírito reflexivo, esse esteta das virtudes raras, esse ambicioso da permanente superação dos seus limites, essa inteligência apurada na milenar sabedoria dos seus antepassados e, paradoxalmente, esse coração paciente consigo mesmo, porque confiante em que todas as coisas, boas e más, virão a seu tempo, é aquele a quem agora o País entrega o cuidado que, há muito, o atormenta, de fazê-lo artífice da história – da sua e da história da humanidade, cujo serviço e cuja defesa é, para a consciência de Rezek, a parte mais relevante do compromisso do homem da lei.”
Discurso do Senhor Ministro Célio Borja, p. 22.
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