Centenário de Nascimento – DEV
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Ministro Oscar Corrêa
Sessão: 30 de setembro de 2021
“Fiel seguidor e defensor do Estado Democrático de Direito, da igualdade, das liberdades, dos direitos fundamentais e da segurança jurídica, destacou-se por suas análises e votos brilhantes.”
Discurso do Excelentíssimo Ministro Presidente Luiz Fux, p. 7.
Ministro Djaci Falcão
Sessão: 21 de novembro de 2019
“A mais extensa oração que se pudesse fazer para saudar a vida e a obra do saudoso Ministro Djaci Falcão não seria suficiente para agradecer, à altura, as contribuições deste ilustre jurista ao Poder Judiciário e à sociedade brasileira.”
Discurso do Senhor Ministro Luiz Fux, p. 17.
Ministro Barros Monteiro
Sessão: 16 de outubro de 2008
“Não vou mencionar as suas altas qualidades do espírito, de leitor sempre ávido pelo sábio e belo; nem às qualidades de magistrado imparcial e culto. Refiro-me à profunda e tranquila bondade, ditada pela simplicidade e pela modéstia.”
Discurso do Senhor Ministro Cezar Peluzo, p. 24.
Ministro Bilac Pinto
Sessão: 16 de outubro de 2008
“Cônscio de que o fracasso das instituições decorre da fragilidade humana, suscetível ao erro, empenhou-se em criar instrumentos próprios a impedir e punir condutas incompatíveis com o interesse público.”
Ministro Marco Aurélio, p. 14.
Ministro Carlos Medeiros
Sessão: 9 de outubro de 2008
“Se é certo que tudo principia por uma palavra pensada, que se curte e depois vai ‘rompendo rumo’, Carlos Medeiros foi homem que se bateu num rumo para o qual não viu ou pelo menos não parou em varjas nem montes, dificuldades ou desvios.”
Discurso da Senhora Ministra Cármen Lúcia, p. 21.
Ministro Eloy da Rocha
Sessão: 9 de outubro de 2008
“E a jurisdição, foi assim que ele a exerceu. Sempre de olhos postos no bem-estar daqueles que são seus destinatários, sempre atento às limitações humanas inerentes aos que a exercem, sempre disposto ao esclarecimento e ao convencimento, mais do que à imposição de soluções.”
Discurso da Senhora Ministra Ellen Gracie, p. 10.
Ministro Aliomar Baleeiro
Sessão: 22 de setembro de 2005
“É importante assinalar, bem por isso, Senhor Presidente, que o Ministro ALIOMAR BALEEIRO, ao transpor os umbrais desta Corte Suprema, aqui depositou, em solo historicamente fértil, onde sempre floresceu a liberdade, a semente de seu exemplo, que constitui legado precioso e inspiração permanente para todos os que creem no Direito e tem necessidade de justiça.”
(Grifo do Autor). Discurso do Senhor Ministro Celso de Mello, p. 30.
Ministro Oswaldo Trigueiro
Sessão: 25 de agosto de 2005
“Poucos homens públicos terão tido uma vida tão rica e tão devotada à causa pública. A pátria lhe é devedora permanente. E o mais o é nesta Corte, da qual, segundo a voz autorizada do Ministro Rodrigues de Alckmin, foi um dos seus maiores juízes, e cuja memória tornamos hoje a celebrar.”
Discurso do Senhor Ministro Cezar Peluso, p. 19.
Ministro Adaucto Cardoso
Sessão: 2 de junho de 2005
“A preocupação do Ministro Adaucto Lucio Cardoso, ao rejeitar solução que limitava o exercício da jurisdição deste Tribunal, em verdade parece corresponder ao pensamento político contemporâneo, no sentido do fortalecimento da democracia, do livre exercício do jogo político e, especialmente, do papel da jurisdição nacional na defesa da minoria.”
Discurso do Senhor Ministro Gilmar Mendes, p. 26.
Ministro Prado Kelly
Sessão: 12 de maio 2005
“(…) magistrado de posições firmes, mas de temperamento lhano, sóbrio e simples como sói acontecer apenas com os verdadeiros doutos. A erudição e a elegância de seu estilo em momento algum beiraram a afetação tola ou a arrogância vazia.”
Discurso do Senhor Ministro Marco Aurélio, p. 13.
Ministro Luiz Gallotti
Sessão: 28 de abril de 2005
“Quiçá, em outras plagas e outros tempos – se existirem, não sei –, fosse possível encerrar o elogio de um juiz de um tribunal supremo com o testemunho de sua honradez pessoal, de sua dedicação à Corte e ao seu trabalho e dos dotes intelectuais que vincaram os julgados que produziu. Isso não basta, contudo no Brasil e nos tempos quais Luiz Gallotti viveu e, muitas vezes, personalizou o Supremo Tribunal Federal em horas de crise.”
Discurso do Senhor Ministro Sepúlveda Pertence, p. 23.
Ministro Hermes Lima
Sessão: 31 de março de 2005
“As regras estão postas, cumpre acatá-las. Força, no entanto, é tomá-las, essas decisões, produzindo humanidade. Hermes Lima o fez, sempre, porque consciente de que não é a consciência do homem que determina o seu ser; seu ser social é que determina a sua consciência.”
Discurso do Senhor Ministro Eros Grau, p. 10.
Ministro Hahnemann Guimarães
Sessão: 10 de março de 2005
“Fácil perceber, então, do quanto resenhado até agora, que o Ministro Hahnemann Guimarães foi um jurista, um profissional e um cidadão full time, porque realmente devotado às causas do Direito e da nação brasileira em tempo integral.”
Discurso do Senhor Ministro Carlos Britto, p. 10.
Ministro Amaral Santos
Sessão: 10 de abril de 2003
“Amaral Santos é dessas criaturas singulares, que usa gravata de laço e fuma cigarro de palha, não para acompanhar a moda ou visando sobressair-se, mas por sentimento espontâneo, que emerge do seu íntimo. É uma figura humana que, pelas suas manifestações de simplicidade, desprendimento e lealdade, deixa no itinerário das suas múltiplas atividades profissionais um colorido inapagável de lembranças.”
Discurso do Senhor Ministro Sydney Sanches, p. 14.
Ministro Adalicio Nogueira
Sessão: 26 de março de 2003
“Mercê do intenso trabalho desenvolvido e do inestimável valor dos votos proferidos, a sua presença, aqui, ficou profundamente gravada, tornando-o digno de todos os louvores.”
Discurso do Senhor Ministro Ilmar Galvão, p. 17.
Ministro Lafayette de Andrada
Sessão: 18 de maio de 2000
“Leio Lafayette: O direito ‘(…) deve ser interpretado, entendido e proclamado tendo em vista a realidade como esta é, e não como deverá ser no campo da abstração’. Foi assim no Tribunal. Daqui saiu e foi tratar de enfermos, de menores e de psicopatas. Seus filhos que o digam (…) Digo eu. Lafayette fez bondade. Nas decisões. Na conduta. No Tribunal, e fora dele.”
Discurso do Senhor Ministro Nelson Jobim, p. 15.
Ministro Ribeiro da Costa
Sessão: 12 de abril de 2000
“Muitos seriam os episódios similares a recordar, não fossem as limitações do tempo. Avulta em todos eles a marca pessoal de Ribeiro da Costa e seu intimorato compromisso, de um lado, com o que fora possível preservar da ordem jurídica democrática, de outro, com a defesa altiva da autoridade do Tribunal.”
Discurso do Senhor Ministro Sepúlveda Pertence, p. 20.
Ministro Vilas Boas
Sessão: 21 de maio de 1997
“No tempo que teve, neste mundo de Deus, Villas Boas, à moda do semeador bíblico, não semeou à beira da estrada e nem entre os espinhos. Soube escolher o campo fértil e foi ali que semeou. E o campo produziu alimento para os que têm fome, fome de solidariedade humana, fome de bondade, fome de justiça, fome de Deus.”
Discurso do Senhor Ministro Carlos Velloso, p. 19.
Ministro Waldemar Falcão
Sessão: 21 de maio de 1997
“Um guerreiro de boa causa. Quando pôde pragmaticamente agiu; quando não, na pena esbravejou contra os privilégios, as facilidades, sempre com os olhos voltados para a edificação de um Brasil melhor, apontando sempre com otimismo e esperança um grande futuro para o nosso País. Não se esmoreceu. Lutou e acreditou.”
Discurso do Senhor Ministro Maurício Corrêa, p. 16.
Ministro Barros Barreto
Sessão: 9 de abril de 1997
“Figura de cordial convivência, não era, certamente, uma personalidade autoritária, a menos que, com essa característica, se queiram confundir dotes outros, os da energia e da determinação para a transposição de obstáculos, por maiores que se apresentem, ao cumprimento do dever. Não temia críticas às suas decisões, embora não mostrasse afeito a entreter polêmica em torno delas.”
Discurso do Senhor Ministro Octavio Gallotti, p. 13/14.
Ministro Rocha Lagôa
Sessão: 19 de março de 1997
“O ministro Rocha Lagôa foi um grande Juiz, mas foi também um homem simples, sem arroubos e aparatos. Serviu ele ao seu país e honrou esta Casa, anotou o Ministro Cordeiro Guerra; ‘sua fama’, acrescentou o Ministro Moreira Alves, ‘foi a homenagem sincera que os contemporâneos lhe prestaram, e tanto maior quanto é certo que a austeridade de seu temperamento não difundiria aquelas qualidades, não as tivesse ele em seu grau maior’.”
Discurso do Senhor Ministro Carlos Velloso, p. 12.
Ministro Orozimbo Nonato
Sessão: 27 de dezembro de 1991
“Mas, é bem certo que o universo da personalidade fascinante de Orozimbo Nonato não esgota na altitude de suas invulgares qualificações de inteligência e cultura, que, só elas, quiçá pudessem fazer o escritor notável, jamais, porém o magistrado exemplar.”
Discurso do Senhor Ministro Sepúlveda Pertence, p. 15.
Ministro Nelson Hungria
Sessão: 16 de maio de 1991
“Sr. Presidente, o tempo impõe parar, não obstante a consciência de que muito pouco consegui dizer do que seria preciso lembrar de Nelson Hungria para trazer um retrato, ainda que pálido, do vulto incomum de juiz, intelectual e ser humano, à altura das homenagens que este Tribunal lhe deve.”
Discurso do Senhor Ministro Sepúlveda Pertence, p. 17.
Ministro Edgard Costa
Sessão: 25 de março de 1987
“(…) as firmes posições que assumiu ao longo de sua vida pública, sempre com vistas ao bem comum, e à melhor aplicação da Justiça, preferindo ser fiel a si mesmo, que transigir para evitar as divergências ou críticas que lhe pudessem fazer, altivo, reto de atitudes (…)”
Discurso do Senhor Ministro Aldir Passarinho, p. 17.
Ministro José Linhares
Sessão: 5 de março de 1986
“Relembrar José Linhares é também dizer do amor que temos, todos nós, pela Corte, não porque encarnamos o seu poder, mas sim em razão de o exercermos em prol da Nação e em louvor da Justiça.”
Discurso do Senhor Ministro Carlos Madeira, p. 16.
Ministro Annibal Freire
Sessão: 19 de setembro de 1984
“Não quis Deus que esse grande brasileiro compartilhasse com sua gente as agruras dos anos de crise, vendo a República fustigada pela odiosa agressão da usura internacional e dos restantes instrumentos do neo-colonialismo. Professamos, no entanto, sua inabalável confiança no porvir. Tal como Aníbal Freire e outros filhos ilustres do Nordeste, que migraram persistentes rumo a um ideal de vida, também o Brasil, um dia, e finalmente, encontrará o seu caminho.”
Discurso do Senhor Ministro Francisco Rezek, p. 14.
Ministro Castro Nunes
Sessão: 20 de dezembro 1982
“(…) soube manter, jamais perturbadas, a coerência, a tranquilidade e a firmeza, além de um poder de persuasão dificilmente igualado, que continuam fazendo de seus livros, de suas lições, de seus votos, uma fonte de inspiração e de equilíbrio para quantos servem à causa da Justiça.”
Discurso do Senhor Ministro Decio Miranda, p. 19.
Ministro Goulart de Oliveira
Sessão: 8 de setembro de 1982
“No Supremo Tribunal Federal, confirmou o alto conceito que trazia. Suas qualidades de magistrado de mestre de direito se tornaram admiradas em todo o Brasil, mercê dos votos lúcidos, profundos e brilhantes que proferiu, versando as mais complexas questões.”
Discurso do Senhor Ministro Soares Muñoz, p. 11.
Ministro Costa Manso
Sessão: 26 de agosto de 1976
“Rememorando-se, ao despedir-se, a indicação de colegas, disse Costa Manso: ‘o voto de um só desses egrégios magistrados bastaria para me encher de justo orgulho. Os de todos eles puseram-me a alma em festa, como nos maiores dias de minha vida’. Seria dar incomparável extensão a estas palavras, se quisesse dizer, em pormenores, do brilho da judicatura de Costa Manso nesta Casa.”
Discurso do Senhor Ministro J. G. Rodrigues de Alckmin, p. 21.
Ministro Cardoso Ribeiro
Sessão: 19 de maio de 1976
“Sua morte surpreendente apenas traduz a força introspectiva de um homem, que percorreu os mais altos postos da vida pública em seu Estado e da Magistratura do País, sem contagiar-se da veleidade das coisas vãs, que, como os perfumes, encantam momentaneamente e momentaneamente se exalam.”
Discurso do Senhor Ministro Cunha Peixoto, p. 16.
Ministro Bento de Faria
Sessão: 11 de março de 1976
“Do brilho de sua atuação como Ministro desta Corte, pode-se aferir pelos votos que fez publicar em dois volumes de Decisões. É um nome consagrado no foro e fora dele”
Discurso do Senhor Ministro J. B. Cordeiro Guerra, p. 13.
Ministro Eduardo Espínola
Sessão: 6 de novembro de 1975
“A aposentadoria e a idade não lhe arrefeceram o entusiasmo pelo trabalho. É comum produzir-se muito em épocas em que o tempo é pouco para cumprir tarefas rotineiras da profissão. Parece que, nesses períodos, os minutos se multiplicam como no milagre do desdobramento dos pães. Advindo o ócio, a fonte estanca, talvez porque falte o estímulo da excitação. A luta descobre energias recônditas; o repouso amolenta. Com Espíndola, isso não se deu.”
Discurso do Senhor Ministro J. C. Moreira Alves, p. 28.
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